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Regionalização Do Continente Americano

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Categoría: Temas Variados

Enviado por: Ninoka 11 junio 2011

Palabras: 2384 | Páginas: 10

...

mplantado (colonização de exploração).

Alguns territórios da América ainda se encontram na condição de dependência, isto é, estão subordinais a certos países, não possuindo soberania, apesar de gozar alguma autonomia. E esse o caso de Anguilia, São Cristóvão e Névis, Bermudas, Ilhas Cay-man, Malvinas (ou Falklands), Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Turks, Caicos e Montserrat (pertencentes ao Reino Unido); Antilhas Holandesas e Aruba (Holanda); Guadalupe, Guiana Francesa e Martinica (França); e Ilhas Virgens Americanas (Estados Unidos).

DIVISÃO POLÍTICA

Em relação ao globo terrestre e ao próprio território, podemos dividir o continente americano em três porções: América do Norte, América Central e América do Sul.

A América do Norte compreende o Canadá, os Estados Unidos da América e o México. Do ponto de vista físico, a Groenlândia é considerada parte do continente americano e se inclui na América do Norte; porém, do ponto de vista político, éum estado semi-autônomo da Dinamarca, que é um país europeu.

A América Central, a menor porção do continente, é a "ponte de união" entre a América do Norte e a América do Sul. Pode, por sua vez ser dividida em duas porções: a porção ístmica ou continental e a porção insular Na porção ístmica, existem vários países: Belize, Guatemala, Honduras, El Salvador. Nicarágua. Costa Rica e Panamá .

A porção insular, isto é, localizada em ilhas, recebe a denominação geral de Antilhas. Segundo a dimensão das ilhas as Antilhas podem ser divididas em Grandes Antilhas e Pequenas Antilhas.

As Grandes Antilhas compreendem Bahamas, Cuba, Jamaica, Haiti. República Dominicana, além de Porto Rico, que é um estado associado aos Estados Unidos.

As Pequenas Antilhas compreendem várias ilhas de pequena extensão, nas quais se situam vários países — Trinidad e Tobago, Barbados, Granada, Antígua e Barbuda, Dominica, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Névis — e algumas colónias e dependências: Martinica e Guadalupe, pertencentes à França; as Antilhas Holandesas, que compreendem várias ilhas, destacando-se Aruba, Curaçao e Bonaire, dependentes da Holanda; as Ilhas Virgens Americanas

(Estados Unidos); Anguilla, Montserrat e Ilhas Virgens Britânicas, pertencentes ao Reino Unido.

A América do Sul corresponde à porção do continente americano que se inicia nas terras da Colômbia e continua em direção ao sul. Compreende vários países, uma dependência inglesa (Malvinas), um departamento francês deultramar (Guiana Francesa). Os países são: Colômbia, Venezuela, Equador, Peru. Bolívia, Paraguai, Chile, Argentina, Uruguai. Brasil, Guiana,Suriname (ex-Guiana Holandesa independente em 1975).

A regionalização que acabamos de ver não considera as sociedades humanas que habitam esse grande espaço territorial. Modernamente, ao estudar o espaço geográfico, a Geografia está mais voltada para a maneira como as pessoas se organizam em sociedade e sua influência na construção do espaço geográfico, e não tanto para a posição das terras de um país no globo terrestre. A posição geográfica do território é apenas um dado de localização.

Brasil e México, por exemplo, apresentam semelhanças quanto às características socioeconômicas: são países que realiizaram uma industrialização tardia, dominam tecnologia clássicas (siderurgia, metalurgia, engenharia civil, indústria automobilística etc.) e alguns setores da tecnologia de alto nível ou avançada (informática, construção de satélites artificiais,

biotecnologia etc.), além de apresentar grandes parcelas de sua população vivendo em situação de pobreza, concentração de terras nas mãos de poucos proprietários, grande desigualdade na distribuição da riqueza nacional etc. Tais semelhanças não se devem, porém, à posição geográfica dos territórios mexicano e brasileiro. Não resultam do fato de o México estar situado na América do Norte ou de o Brasil situar-se na América do Sul. São principalmente fatores geohistóricos, políticos e econômicos que contribuem para a existência dessas semelhanças. Isso, Porém, não impede que se fale em América do Norte, América Central e América do Sul ao se referir aos países americanos.

A política de ocupação e a transformação das paisagens

A expansão comercial aconteceu em um período de grande interesse por mercadorias e especiarias que seriam comercializadas fora da América. Estavam criadas as colônias de exploração, que viriam a servir como base de sustentação de um novo sistema econômico: o capitalismo comercial. Esse sistema representava uma nova organização econômica mundial. Cada lugar tinha uma função. Colônias da

América, África e Ásia enviavam matéria-prima e alimentos para as metrópoles, que os manufaturavam e comercializavam.

Países como Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra e França

criaram entrepostos comerciais em todo o mundo. A América

colonizada, além de fornecer os produtos tropicais para o

continente europeu, contribuiu com o ouro e a prata, recursos

que auxiliavam na acumulação de capital dos países

colonizadores. Espanha e Portugal foram, no século XVI, talvez

os mais ricos e poderosos países do mundo.

A América espanhola e a América portuguesa

A descoberta da América representou para a Espanha

e Portugal a possibilidade de implantar projetos de conquistas e

exploração do território. Diversas bases de exploração foram

implantadas

Primeiro os espanhóis organizaram um sistema de

saque e, depois, de exploração das jazidas de minerais na

América Andina e no México. Para isso desestruturavam

politicamente as civilizações pré-colombianas – o império Inca e

o Asteca - e escravizaram a população, usando-a como mão-deobra

no trabalho de mineração, já que esse povo sabia como

manipular o ouro e a prata.

Usando o trabalho escravo dos indígenas, os

espanhóis formaram uma rede de circulação de mercadorias

monopolizadas pela coroa, o que garantia à Espanha direitos

exclusivos sobre a América. Essa rede de circulação contava

com o curso d’água natural dos rios que compõem a bacia

platina, no Vise- Reino do Peru e principalmente no Prata,

facilitando o escoamento da produção mineral de ouro, prata e

estanho.

Criou-se,assim, uma dinâmica da circulação de

riquezas na América espanhola, que contava também com

sistemas de portos únicos, no qual a Espanha era o único

destino das riquezas embarcadas.

O monopólio da Coroa inibia o desenvolvimento de

outras atividades na colônia, impossibilitando a formação e o

crescimento de uma

economia própia, que

reunisse todos os

vice-reinos espanhóis

na América. Esse fato

explica a atual

fragmentação política

e territorial da

América espanhola,

bem como a

dependência externa

dos países que a

compõem.

Uma grande

extensão de terra já

habitada por nativos começa a ser ocupada por vários povos,

redefinindo os territórios. Observe nos mapas o processo de

demarcação de terras no continente americano.

Os conquistadores portugueses ocuparam o litoral

brasileiro. Alguns anos depois trouxeram missionários para

catequizar os índios. Os bandeirantes, principalmente

mamelucos que viviam longe das áreas litorâneas da colônia,

que eram as mais ricas, capturavam índios nos sertões e os

vendiam como escravos. Nessas incursões pelo interior,

acabavam por avançar em território espanhol .

Segundo o que foi estabelecido no tratado de

tordesilhas –acordo entre portugual e espanha que delimitava a

posse se terras que fossem descobertas -, o espaço

determinado para a ocupação portuguesa era parte do que hoje

conhecemos como américa do sul (porção oriental).

Nesse espaço, a coroa portuguesa instauro o msmo

sistema administrativo que já adotaram em suas lhas do

Atlântico. O território que cabia a portugual foi dividido em 15

faixas de terra constituia uma capitania hereditária. A área de

cada capitania era doada pela coroa a pessoas que se

compremetiam a ocupar, explorar e administrar o território.

Essa estratégia garantia a ocupação das terras

portuguesas, protegendo-as ao memo tempo contra invasões de

outros povos europeus e de piratas. Os custos do

empreendimento colonial eram, desse modo, transferidos para

particulares.

A divisão das terras em capitanias hereditárias

configura a geografia colonial.

Para estimular a ocupação do território, a coroa

portuguesa autórizou os donatários a doar terras (sesmarias)

para quem quisesse cultivá-las. Esse sistema durou até 1850.

A América inglesa

Os ingleses começaram a ocupar a América no final do

seculo XVI e início do século XVII, criando colônias ao longo da

costa oriental. Os franceses, que também disputavam terras

com os ingleses, ocupam o norte do vale do São Lourenço e a

região dos Grandes Lagos , em 1672.

Diferentemente do que foi feito pelos espanhóise

portugueses, os ingleses conduziram sua ocupação iniciamente

com base na abundância de mão-de-obra e no crescimento da

cidades. Grande parte dos ingleses que vinham para a

Américacamponeses expulsos do campo pela nobresa e

prostetantes que fugiam da perseguição religiosa – traziam

também a família. Ao chegar, recebiam uma pequena porção de

terra, que séria cultivada pela própria família . Usava-se,

portanto, mão-de-obra livre. Esses camponeses e protestante

que ocuparam o norte do continente americano buscavam,

principalmente, uma nova pátria. Os produtos obtidos com a

atividade pesqueira e manufatureira e os de cultivo, como alfafa

trigo e centeio, eram também produzidos na inglaterra e não

despertavam interesse da metrópoles.

No sul, houve um tipo distinto de ocupação. Nesta

região seguiu-se a mesma estrutura da América Latina. Formouse

a chamada plantation, sistema bastante semelhante á

estrutura ultilizada pelos portugueses no nordeste do brasil. A

plantation caracteriza-se por :

• grandes propriedades rurais ou latifúndiarios;

• monocultura;

•trabalho escravo;

• produção para exportação.

Assim, a forma de ocupação e organização do espaço

no território que hoje corresponde aos Estados Unidos não foi

uniforme. Enquanto as colônias do Norte mantinham uma

economia direcionada para o mercado interno, manufaturreiro e

assalariado, as colônias do Sul tinham uma economia

agroexportadora.

Com o tempo, acirraram-se as contradições entre o

norte, industrializado e liberal, e o Sul, escravista. Isso levou a

um grande conflito entre as duas regiões, que durou de 1861 a

1865 : a guerra de secessão. Os estados do norte foram

vitoriosos, o que definiu a organização espacial dos Estados

Unidos, na qual predomonam as indústrias no Norte e a

produção de matéria-prima no Oeste e no Sul.

As trezes colônias do Norte tiveram, pode-se bem

dizer, a dita da desgraça. Sua experiência histórica mostrou a

tremenda impotância de não nascer importante. Porque no

Norte da América não tinha outro, nem prata, nemcivilizações

indigínenas com densas concentrações de população já

organizada para o trabalho, nem solos tropicais de fertilidade

fabulosa na faixa costeira que os peregrinos ingleses

colonizaram. A natureza tinha-se mostrado avara, e também a

história: faltava metais e mão-de-obra escrava para

arrancarmetais do ventre da terra. Foi uma sorte. No resto,

desde Maryland até Nova Escócia, passando pela Nova

Inglaterra, as colônias do Norte produziam, em virtude do clima

e pelas características dos solos, exatamente o mesmo que a

agriculura britânica, ou seja, não ofereciam á metrópole[…] uma

produção completar. Muito diferente era a situação das Antilhas

e das colônias ibéricas de terra firme.Das terras tropicais

brotavam o açucar, o algodão, o anil, a terebentina; uma

pequena ilha do caribe era mais importante para a inglaterra, do

ponto de vista econômico, do que as trezes colônias matrizes

dos Estados Unidos.

Estas circuntâncias explicam a ascensão e a

consolidação dos Estados Unidos como um sistema

economicamente autônomo, que não drenava para fora a

riqueza gerada em seu seio. Eram muito frouxos os laços que

atavam a colônia á metropole; em Barbados ou Jamaica, em

compensação, só se reinvestiam os capitais indispensáveis para

repor os escravos na medida em que se iam gastando. Não

foram fatores raciais, como se vê, os que decidiram o

desenvolvimento de uns e o subdesenvolvimento de outos : as

ilhas britânicas das Antilhas não tinham nada de espanholas

nem portuguesas. A verdade é que a insignificância economica

das treze colônias permitiu a precoce diversificação de suas

manufaturas . A industriaalização norte-americana contou,

desde antes da independência, com estímulos e proteções

oficiais . A Inglaterra mostrava-se tolerante, ao mesmo tempo

que proibia estritamente que suas ilhas antilhanas fabricassem

até mesmo um alfinete.

O autor do texto explica como os recursos naturais formavam a

paisagem americana. As diferenças encontradas foram

decisivas na maneira de apropriação desses recursos pelos

europeus. Escreva, em seu caderno, o que diferencia as formas

de apropriação desses recursos naturais das colônias britânicas

do norte e do caribe.

Cada um dos grupos socias que habitavam o

continente americano antes da chegada dos europeus formava

uma nação, com cultura e visão de mundo típicas. Esses povos

geralmente aprofundavam seus conhecimentos de forma

empírica, a partir de observações da natureza e de experiencias

vividas nela. Entre as técnicas de preparo da terra que

empregavam para o cultivo de diferentes vegetais havia a

aração e até mesmo a irrigação.

Uma característica semelhante entre os diversos

grupos do continente é a maneira como eles se apropriavam da

terra para obter alimento.Esse conhecimento foi sendo passado

de geração a geração e chegou até os dias atuais contado em

lendas e histórias, entre outros registros.

O artezanato, na forma de trabalhos em cerâmica e de

tecelagem, também faz parte do legado cultural deixado pelos

nativos.

Além da agricultura e do artezanato, os índios

forneceram conhecimentos nas áreas da matemática e

astronomia.

A América hoje

A realidade americana de hoje é consequência das

contraditórias relações entre os dierentes processos econômicos

e políticos dos vários países o mundo e de suas respectivas

sociedades, das quais participam diferentes classes sociais, o

Estado, as instituições e as empresas. Essas rela~ções se

desenvolvem ao longo do tempo e não apenas no continente

americano, mas em todas as partes do mundo.

O espaço americano expressa-se como resultado

dessas lutas socias. Conhecer a sua formação espaço-temporal

é uma das maneiras possíveis de entendê-lo. Produto das

relações dos seres humanos entre si e deles com a natureza, o

espaço é contrução

humana e é ele

próprio um fator do

processo social.

Faz parte da

produção social a

contrução das

cidades , campos

cultivados , aldeias,

vilas, povoados,

fábricas, fazendas,

ruas praças,

estradas, muros,

igrejas,

monumentos,

pontes, pastagens,

parques, barragens,

usinas, estádios,

municípios, estados

nações, províncias,

entre outro lugares, paisagens e fronteiras. Esses mesmos

espaços, por sua vez, condicionam a produção e a reprodução

da sociedade.

Desse modo, não é posível entender o espaço

americano sem conhecer a sociedade que produziu e continua a

produzi-lo

Analizando o mapa-múndi, é possivel verificar que a

América é o segundo continente mais extenso do globo

terrestre.

Atualmente, a América é formada por 35 países. A

delimitação do territorio de cada um foi acontecendo ao longo da

história a partir de conflitos e disputas políticas. Os três maiores

países da América, em extensão, são Canadá, Estados Unidos

e brasil